O poder do google

Muitas pessoas quando se referem ao Google utilizam expressões como “Gigante Google”, “Gigante da Internet”, “Poderoso Google” e algumas até “Deus Google”. Já vi algumas destas expressões em diversos locais online e também offline.

 

 

É um facto inegável que o Google é uma marca muito reconhecida. Será que existe algum cibernauta, em alguma parte do mundo, que nunca tenha ouvido falar no Google? Duvido que haja…

 

Eu pessoalmente uso diversas ferramentas disponibilizadas pelo Google, e a grande vantagem é que são quase todas grátis.  Desde o motor de pesquisa, ao Gmail, Google Docs, Google Maps, Tradutor Google, Adwords, entre muitas outras.

 

Cerca de 80% das navegações na internet são iniciadas a partir de um motor de busca, e neste segmento o Google é sem dúvida o “Gigante”. Qualquer dia em vez de pesquisar vamos todos dizer “googlar” 🙂

 

Como todos sabem informação é poder, e se bem que o Google ajuda e facilita a vida de muitos utilizadores da internet, não estará este “Gigante” a acumular muita informação e consequentemente muito poder?

 

Por exemplo, imaginemos que você tem um negócio ou um blog e que investiu muito tempo e trabalho a fazer com que o seu site atingisse as primeiras posições no Google. Com isso conseguiu atrair milhares de visitantes/clientes todos os meses e neste momento o seu negócio desenvolve-se e cresce com base nisso – E se de um dia para o outro, e sem qualquer explicação, o seu site deixasse de aparecer nos resultados das pesquisas do Google?

 

Já imaginou?

 

Seria certamente a sua ruína e a falência do seu negócio, como já aconteceu a algumas empresas que processaram o Google precisamente por isso, e em que a a tese da defesa foi que o site da(s) empresa(s) não era relevante para os utilizadores.

 

Na realidade, o Google (o seu algoritmo) é que tem o “poder de decidir” qual a ordem e os resultados que deve mostrar, no entanto isso não significa que mostre necessariamente os mais relevantes, e não impede a empresa de banir um site dos resultados de pesquisa.

 

Esta não é uma questão pacífica e dará certamente muito que falar nos próximos tempos,  à medida que o Google seguir crescendo e for acumulando cada vez mais poder.

 

Outra situação, e da qual ouvi falar há algum tempo num documentário é a seguinte:

– Se for fazer uma pesquisa pela palavra-chave “tiananmen” em qualquer parte do mundo, todos os resultados referem directamente ou indirectamente o massacre aí ocorrido em 1989, excepto no território chinês.  Se estiver na China e pesquisar por “tiananmen” nenhum dos resultados apresentados menciona o incidente. Curioso, não?

 

Isto leva-nos a pensar sobre questões ainda mais sérias e pertinentes – O Google é parceiro do Governo Chinês na sua política de censura?  Aqui não se trata do poder de levar um negócio à falência ou decidir quais as empresas que devem prosperar, trata-se sim de discutir se o Google pode, deve ou irá usar (ou deixar usar) o seu poder futuramente para fins políticos…

 

E você, qual é a sua opinião sobre tudo isto?

Author: Carlos Vieira

Share This Post On

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *